
Enviar campanhas de email marketing sem segmentar é como falar da mesma forma com todos os seus clientes, mesmo que cada um esteja em um momento diferente.
Não é a mesma coisa um usuário que acabou de se inscrever e um cliente que já comprou várias vezes. Você também não deveria enviar a mesma mensagem para uma pessoa interessada em um produto específico e para outra que apenas baixou um guia meses atrás.
É aí que entram as tags de email.
As tags permitem organizar melhor sua base de dados, identificar interesses, classificar contatos e enviar campanhas muito mais relevantes. Em vez de trabalhar com uma lista enorme onde todos parecem iguais, você pode criar grupos mais inteligentes de acordo com o comportamento, origem, compras, interação ou etapa do cliente.
Neste artigo, vamos ver o que são as tags de email, como utilizá-las no email marketing, quais erros você deve evitar e como aplicá-las para melhorar suas campanhas.
As tags de email são marcações internas atribuídas a contatos, campanhas ou comportamentos para organizar melhor as informações dentro de uma plataforma de email marketing.
Dito de forma simples: uma tag de email serve para identificar algo importante sobre um contato.
Por exemplo, você pode marcar uma pessoa com uma tag como “cliente novo”, “interessado no produto A”, “participante do webinar”, “lead frio”, “comprador recorrente” ou “usuário inativo”.
A tag não precisa ser vista pelo usuário. Normalmente, é uma informação interna que ajuda você a trabalhar melhor em suas campanhas.
A diferença entre uma lista e uma tag está no nível de detalhes. Uma lista pode agrupar todos os seus assinantes, mas as tags permitem classificá-los com mais precisão.
Por exemplo, imagine que você tem uma loja virtual de produtos para pets. Você pode ter uma lista geral de assinantes, mas aplicar tags dentro dessa lista, como:
- Interessado em cachorros.
- Interessado em gatos.
- Cliente que comprou ração.
- Cliente que comprou brinquedos.
- Usuário que baixou um guia.
- Contato que não abre emails há meses.
Graças a essas tags, você pode enviar campanhas muito mais direcionadas para cada pessoa.
No mercado, esse recurso costuma ser chamado pelo termo em inglês email tags, e a ideia central é: organizar contatos e ações para se comunicar melhor.

Aplicar tags no email não é apenas uma questão de organização. É uma forma de aprimorar toda a estratégia de email marketing.
Quando você aplica bem as tags aos seus contatos, consegue entender melhor quem faz parte da sua base de dados, o que interessa a eles e qual tipo de mensagem pode funcionar melhor em cada caso.
O primeiro grande benefício é a segmentação. As tags permitem separar os contatos de acordo com critérios úteis para o seu negócio. Você não precisa criar dezenas de listas independentes. É possível trabalhar com uma base de dados mais limpa e utilizar tags para diferenciar comportamentos, interesses ou etapas do cliente.
Elas também melhoram a personalização. Se você sabe que um usuário demonstrou interesse em um produto específico, pode enviar conteúdos relacionados a esse interesse. Se sabe que ele já comprou, pode enviar recomendações pós-compra. E se sabe que ele não abre seus emails há algum tempo, pode incluí-lo em uma campanha de reativação.
Outro benefício importante é a automação. As tags podem servir como gatilhos para iniciar uma sequência específica. Por exemplo, quando um contato recebe a tag “baixou o guia”, ele pode entrar automaticamente em uma série de emails educativos.
Os principais benefícios de utilizar tags de email são:
- Melhor segmentação: você pode dividir sua base de dados de acordo com interesses, compras, origem ou comportamento.
- Mais personalização: cada contato pode receber mensagens mais relacionadas à sua situação.
- Maior relevância: você reduz as campanhas genéricas e aumenta a utilidade do conteúdo.
- Melhor organização interna: sua equipe entende melhor qual tipo de contato possui.
- Automações mais precisas: você pode ativar fluxos de acordo com tags específicas.
- Melhor análise: você pode comparar resultados entre grupos de contatos.
- Menos saturação: você evita enviar campanhas para usuários para os quais elas não são relevantes.
Em resumo, as tags transformam uma base de dados genérica em uma base de dados muito mais útil.
Um dos erros mais comuns ao trabalhar com tags de email é criá-las sem nenhum critério.
No começo parece prático. Você cria uma tag para cada campanha, outra para cada produto, outra para cada ideia e outra para cada teste. Mas, com o tempo, acaba com um sistema desorganizado que ninguém entende.
Por isso, antes de começar, é recomendável definir uma estrutura clara.
Uma boa estrutura de tags deve ser simples, descritiva e fácil de manter. O objetivo não é ter muitas tags, mas sim as necessárias para tomar decisões melhores.
Você pode organizar suas tags por categorias como estas:
- Origem do contato: site, formulário, webinar, redes sociais, evento, Manychat, loja física.
- Interesse do usuário: produto A, serviço B, conteúdo de SEO, descontos, treinamento, newsletter.
- Etapa do cliente: novo assinante, lead, cliente novo, cliente recorrente, cliente inativo.
- Comportamento: abriu a campanha, clicou, baixou o material, abandonou o carrinho, solicitou informações.
- Tipo de campanha: promoção, newsletter, lançamento, reativação, pós-compra.
- Nível de interação: alta interação, baixa interação, sem atividade recente.
Também é importante definir uma forma de nomeá-las. Se cada pessoa da equipe criar tags com um estilo diferente, o sistema perderá sua utilidade.
Por exemplo, não é recomendável misturar tags como estas:
- Cliente novo.
- cliente-novo.
- Clientes Novos.
- Novo cliente 2026.
- comprador inicial.
Todas poderiam significar algo parecido, mas gerariam confusão.
Uma estrutura mais clara seria:
- Cliente – Novo.
- Cliente – Recorrente.
- Cliente – Inativo.
- Interesse – Produto A.
- Origem – Webinar.
- Ação – Baixou guia.
Esse tipo de nomenclatura ajuda a localizar as tags, entendê-las rapidamente e manter uma base de dados mais limpa.
A regra básica é simples: se uma tag não ajuda a segmentar, automatizar, analisar ou tomar decisões, provavelmente não é necessário criá-la.

As tags servem para segmentar melhor porque adicionam contexto a cada contato.
Não basta saber que uma pessoa está inscrita na sua newsletter. O importante é entender como ela chegou, o que interessa a ela, quais ações realizou e em que ponto está no relacionamento com a marca.
Por exemplo, você pode usar tags para diferenciar os contatos pela origem. Não é a mesma coisa alguém que se cadastrou através de um formulário no blog e alguém que chegou por uma campanha paga, um evento, um download ou uma automação do Manychat.
Você também pode adicionar tags de acordo com os interesses. Se um usuário clica várias vezes em conteúdos relacionados a ecommerce, faz sentido marcá-lo com uma tag sobre esse tema. Assim, você poderá enviar campanhas mais assertivas no futuro.
Outra opção muito útil é usar tags baseadas no comportamento. Por exemplo, você pode identificar usuários que abrem seus emails com frequência, contatos que clicam, pessoas que pararam de interagir ou clientes que compraram um produto específico.
Algumas formas práticas de segmentar com tags são:
- Por origem: contatos que chegam pelo site, redes sociais, evento, webinar ou campanhas externas.
- Por interesse: usuários interessados em um produto, serviço, categoria ou tema específico.
- Por interação: contatos que abrem, clicam, não interagem ou estão inativos há algum tempo.
- Por compra: clientes novos, compradores recorrentes, usuários que compraram uma categoria específica.
- Por etapa: lead frio, lead qualificado, cliente, cliente inativo ou contato reativado.
- Por ação: download de guia, participação em webinar, solicitação de demonstração, abandono de carrinho.
O segredo é não criar tags sem propósito. Cada tag deve servir para fazer algo depois.
Por exemplo, se você marca um contato com a tag “interessado em automação”, deve conseguir enviar a ele conteúdos sobre automação, casos de uso, comparativos ou uma oferta relacionada.
Se você marca alguém com a tag “cliente inativo”, deveria poder incluí-lo em uma campanha de recuperação.
E se aplicar a tag “alta interação” a alguém, pode fazer sentido enviar lançamentos, promoções prioritárias ou conteúdos mais avançados.
As tags de email são úteis porque transformam o comportamento do usuário em informações acionáveis.
As tags podem variar de acordo com a plataforma de email marketing que você utiliza, mas a lógica costuma ser parecida: organizar contatos para segmentar, automatizar e personalizar as campanhas.
Em algumas ferramentas, as tags são aplicadas diretamente aos contatos. Em outras, podem ser combinadas com listas, grupos, segmentos, campos personalizados ou automações.
O importante não é o nome exato da funcionalidade, mas como você a utiliza dentro da sua estratégia.
Estes são alguns exemplos de tags de email que podem ser aplicadas em plataformas de email marketing:
- Tag por origem: “Origem – Instagram”, “Origem – Webinar”, “Origem – Blog”.
- Tag por interesse: “Interesse – Email marketing”, “Interesse – Ecommerce”, “Interesse – Automação”.
- Tag por comportamento: “Clicou”, “Abriu campanha”, “Não interage”.
- Tag por etapa: “Novo lead”, “Lead qualificado”, “Cliente recorrente”.
- Tag por campanha: “Campanha – Black Friday”, “Campanha – Lançamento do curso”.
- Tag por produto: “Comprou o produto A”, “Interessado no serviço B”.
- Tag por relacionamento: “Parceiro”, “Afiliado”, “Fornecedor”, “Cliente VIP”.
Por exemplo, uma empresa B2B poderia marcar um contato com as tags “Origem – LinkedIn”, “Interesse – Software” e “Lead qualificado”. Com essa combinação, ela saberia de onde ele vem, o que lhe interessa e em qual ponto do funil se encontra.
Um ecommerce, por outro lado, poderia usar tags como “Cliente – Primeira compra”, “Interesse – Moda feminina” ou “Ação – Carrinho abandonado”.
E uma empresa de treinamentos poderia usar tags como “Participante do webinar”, “Baixou o guia”, “Interesse – Curso avançado” ou “Aluno ativo”.
Em todos os casos, as tags ajudam a enviar menos campanhas genéricas e mais mensagens relevantes.

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As tags são muito úteis, mas podem se tornar um problema se forem usadas sem organização.
O erro mais comum é criar muitas tags. Quando cada campanha, cada ação e cada pequena diferença tem sua própria tag, o sistema se torna difícil de entender e manter.
Outro erro frequente é não ter uma nomenclatura clara. Se uma pessoa da equipe cria a tag “Cliente novo” e outra cria “Novo cliente”, você provavelmente acabará duplicando informações.
Também é comum criar tags que depois não são utilizadas. Isso gera poluição visual na plataforma e dificulta encontrar as tags que realmente importam.
Outro problema surge quando não se revisam as tags antigas. Uma tag de uma campanha anterior pode fazer sentido durante algumas semanas, mas se não for limpa depois, acabará ocupando espaço e confundindo a equipe.
Os erros mais comuns são:
- Criar muitas tags sem uma estrutura clara.
- Usar nomes diferentes para tags que significam a mesma coisa.
- Não definir quem pode criar novas tags.
- Não revisar tags antigas ou duplicadas.
- Atribuir tags a contatos sem ter clareza sobre a utilidade disso depois.
- Usar tags genéricas demais.
- Não combinar as tags com uma segmentação real.
- Não respeitar permissões ou o consentimento nas mensagens.
Para evitar isso, é recomendável trabalhar com uma estrutura simples e revisar o sistema periodicamente.
Uma boa prática é se perguntar antes de criar uma tag:
Essa tag vai me ajudar a segmentar, personalizar, automatizar ou analisar melhor?
Se a resposta for não, você provavelmente não precisa dela.
A melhor plataforma para implementar tags de email não é necessariamente aquela que permite criar mais tags.
É aquela que permite utilizá-las de forma útil dentro da sua estratégia de email marketing.
Uma boa plataforma deve permitir que você organize contatos, segmente públicos, crie campanhas, automatize envios, analise resultados e mantenha uma base de dados limpa.
Também é importante que seja fácil de usar. Se a ferramenta for muito complexa, é mais provável que a equipe acabe criando tags sem critério ou evitando utilizá-las.
Na hora de escolher uma plataforma para trabalhar com tags de email, vale a pena observar estes pontos:
- Facilidade para organizar contatos.
- Opções de segmentação.
- Possibilidade de trabalhar com grupos, campos ou tags.
- Automações.
- Estatísticas de campanhas.
- Gestão de cancelamentos de inscrição e permissões.
- Escalabilidade.
- Suporte técnico.
- Facilidade para importar contatos.
- Integrações com outras ferramentas.
Na Mailrelay, você pode trabalhar essa lógica de organização e segmentação por meio de listas, grupos, campos personalizados, campanhas e automações, de forma que possa enviar mensagens mais relevantes para cada tipo de contato.
Isso é especialmente útil se você captura leads de diferentes canais: formulários no site, campanhas em redes sociais, Manychat, eventos, landing pages ou ações comerciais.
A ideia é simples: quanto mais organizada estiver sua base de dados, melhores campanhas você poderá enviar.
Porque o email marketing não consiste em enviar mais.
Consiste em enviar melhor.
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As tags de email são uma peça-chave para organizar sua estratégia de email marketing.
Elas ajudam você a entender melhor seus contatos, segmentar campanhas, personalizar mensagens e criar automações mais inteligentes.
Mas, para que tudo isso funcione, você precisa de uma plataforma que permita gerenciar bem sua base de dados e enviar campanhas de forma profissional.
Com a Mailrelay, você pode criar campanhas de email marketing, enviar newsletters, organizar contatos, segmentar seu público e medir os resultados dos seus envios.
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- Automações.
- Estatísticas de campanhas.
- Suporte técnico especializado.
Assim, você pode aplicar uma estratégia de email marketing mais organizada, mais personalizada e mais rentável desde o primeiro dia.
Porque uma boa tag de email não é apenas uma marcação interna.
É uma forma de entender melhor os seus contatos e enviar a eles a mensagem que realmente precisam.