Remarketing: o que é, como funciona, tipos e exemplos
Como se reconectar com quem já visitou o seu site, com anúncios e com emails que recuperam vendas

Como se reconectar com quem já visitou o seu site, com anúncios e com emails que recuperam vendas
Se você tem ou quer ter uma atividade empresarial ou profissional rentável na internet, o conceito de “conversão” será uma das principais prioridades do seu negócio. E não se deixe enganar comprando gato por lebre.
Para converter visitantes em clientes, trabalhar o posicionamento das suas páginas no Google não será suficiente. Além disso, você vai precisar fazer ações de remarketing, sem falta.
Afinal, quem trabalha com SEO, como nós, está mais do que acostumado a ver casos em que o tráfego web de novos visitantes gera taxas de conversão muito baixas. Aqui me baseio em estatísticas que têm uma explicação simples:
“Nem todo mundo que chega pela primeira vez toma uma decisão de compra.
E menos ainda se não estiver sendo feito tudo o que deveria em termos de comunicação e usabilidade web.”
Embora seja verdade que a internet nos oferece todas as ferramentas de que precisamos para ganhar muito dinheiro, é preciso ter os conhecimentos necessários e, acima de tudo, saber qual é o caminho a seguir. Pense que:
Nesse sentido, hoje vou falar sobre o remarketing como essa possibilidade que você tem de se reconectar com os seus visitantes e, assim, aproveitar ao máximo cada centavo que tenha investido em SEO ou publicidade online (entre outras coisas).
Para isso, vamos responder o que é o remarketing, quais são todas as suas vantagens, como você pode aplicá-lo de acordo com as ferramentas que usa para fazer publicidade online e, por fim, alguns casos de sucesso para você ver que tudo isso funciona de verdade.
Embora eu já tenha adiantado bastante coisa na introdução, aqui quero deixar uma definição mais precisa do que é o remarketing:
“O remarketing é um conjunto de ações ou técnicas de marketing altamente eficazes que têm como objetivo estimular a conversão. Isso é feito por meio da criação de anúncios segmentados para um público que já realizou uma primeira interação, como uma visita ao site, um download ou uma inscrição.”
Entendendo o conceito dessa forma, não resta a menor dúvida de que a segmentação é essencial para chegar a resultados e, portanto, deve ser outra das suas prioridades se você ainda não a aplica na sua estratégia de marketing digital.
Algo que você precisa saber, e que eu mesmo já estou aplicando para adaptar o meu blog, é que a partir de maio deste ano as coisas vão mudar um pouco em relação ao tratamento que devemos dar aos emails e aos dados dos nossos usuários.
E o que quero dizer com isso? Que em maio entra em vigor o RGPD, o regulamento de proteção de dados da União Europeia, e entre as suas particularidades há uma que nos afeta se quisermos fazer remarketing de forma legal:
“De acordo com o RGPD, não é possível realizar ações de remarketing por email para recuperar carrinhos ou informar sobre ofertas, a menos que o usuário tenha dado o seu consentimento prévio.”

Deixando de lado os aspectos legais, vamos voltar às vantagens do remarketing. A mais óbvia já foi mais do que mencionada, pois o seu objetivo principal não é outro senão ajudar você a obter melhores resultados em termos de ROI a partir das suas campanhas de visibilidade e, mais especificamente, de publicidade online.
Mas não é só isso: além de aumentar a taxa de vendas convertendo um número maior de usuários em clientes, você poderá fazer isso a um custo menor.
Tudo isso parece ótimo, não acha? Mas… e se eu disser que o remarketing ainda tem muitos outros benefícios baseados na segmentação?
Analisando o comportamento dos seus visitantes e aplicando essa técnica, você pode potencializar aspectos como:
Recupere os seus visitantes por email
Capte os dados deles com formulários e volte a entrar em contato com newsletters e automações do Mailrelay.
Na verdade, não há grande diferença entre esses conceitos quando falamos de ações online, já que o remarketing também abrange as ações realizadas no âmbito offline.
Portanto, poderíamos dizer que o remarketing é um conceito mais amplo que o retargeting e que, para o nosso âmbito de aplicação, praticamente os dois termos servem.
Se você buscar na internet a definição de retargeting, vai encontrar descrições muito parecidas que fazem referência à sua utilidade para alcançar usuários específicos que já registraram algum tipo de atividade por meio de cookies, uma tag ou um pixel inserido em um site.
“No ambiente online, fazer retargeting ou remarketing equivale a fazer publicidade online segmentada a partir de dados de potenciais clientes.”
Em outras palavras, os dois conceitos se referem a fazer publicidade direcionada a um público personalizado que já tem certo interesse por uma marca, produto ou serviço.

Hoje os dois termos são usados quase como sinônimos. Se for preciso apontar uma nuance, é esta:
| Remarketing | Retargeting | |
|---|---|---|
| Origem do termo | O Google Ads chama de remarketing | Usado pela Meta, pelo LinkedIn e pela maioria das plataformas |
| Abrangência | Qualquer ação para voltar a entrar em contato: anúncios, email, SMS | Principalmente anúncios para quem visitou o seu site ou o seu app |
| Canal mais comum | Anúncios e email | Anúncios em sites e redes sociais |
| Exemplo | Um email para quem deixou um carrinho pela metade | Um anúncio do produto que você viu ontem |
Dependendo do canal e das informações que você usa, há vários tipos de campanhas:
| Tipo | Como funciona | Exemplo |
|---|---|---|
| Padrão (display) | Anúncios em outros sites para quem visitou o seu | Um banner da sua loja em um jornal digital |
| Dinâmico | O anúncio mostra os produtos específicos que cada pessoa viu | Os tênis que você olhou, com o preço |
| Em buscas | Lances diferentes quando um antigo visitante faz uma busca no Google | O seu anúncio aparece primeiro quando a pessoa volta a buscar «hotel em Sevilha» |
| Em vídeo | Anúncios para quem assistiu aos seus vídeos | Um anúncio no YouTube para quem assistiu ao seu tutorial |
| Em redes sociais | Públicos personalizados da Meta, do LinkedIn ou do TikTok | Um anúncio no Instagram para quem visitou a sua página de preços |
| Por email | Mensagens para contatos que já estão na sua lista | O email de carrinho abandonado |

Embora algumas linhas acima eu já tenha falado sobre os benefícios de fazer remarketing, há algo que ainda não contei: as diferentes ferramentas que temos para fazer publicidade online nos dão cada vez mais opções para realizar ações segmentadas desse tipo.
Por isso, e para você entender como tudo isso funciona, nesta seção vamos ver quais são as ferramentas mais usadas na internet para fazer remarketing, além de alguns exemplos reais de casos de sucesso.
O remarketing serve para voltar a “disparar” anúncios publicitários para quem já nos visitou. E isso é possível graças a ferramentas tão populares quanto o Google AdWords e as redes sociais, mas também seguindo uma estratégia de email marketing (desde que se tenha solicitado o consentimento expresso).
Embora o Google AdWords não seja a única ferramenta desenvolvida para esse fim, é uma das pioneiras, pois foi criada para fazer:
Atualmente, encontramos no Google AdWords a opção “Remarketing” depois de selecionar o tipo de público para o nosso grupo de anúncios na seção “Públicos-alvo” > “Editar públicos-alvo”.

Além disso, aos poucos vimos como as próprias redes sociais também foram incluindo esse tipo de opção nas suas plataformas para criar anúncios de Social Ads. Por exemplo, podemos lançar campanhas de remarketing a partir de:
Com qualquer uma dessas opções, você pode criar os seus anúncios de acordo com diferentes objetivos e com o tipo de usuário ao qual se dirige. Por exemplo:
Além disso, no caso específico do ecommerce, em que o remarketing é uma técnica altamente eficaz, é possível criar listas a partir de:
Um bom caso prático de remarketing para ecommerce seria uma campanha, criada a partir do acompanhamento do carrinho, que combine o uso das ferramentas Google AdWords e Google Analytics. Isso nos permite:
Se o ecommerce não estiver fazendo campanhas de remarketing, cada usuário (que se torne cliente ou não) que navegar pela loja não voltará a saber nada dela depois de terminar a visita.
No entanto, graças ao remarketing online e à inclusão de cookies nos navegadores, esses usuários poderiam continuar recebendo impactos publicitários relacionados a ofertas do seu interesse, aumentando consideravelmente as chances de voltarem a comprar.
Portanto, para que tudo isso seja possível, é preciso ter instalado nesse ecommerce o código HTML correspondente ou tag HTML para registrar esses cookies.
Por fim, e para não me estender demais, conto que o Facebook Ads e o Twitter Ads também levam a sua fatia do bolo nessa história.
Por exemplo, no próprio Power Editor da plataforma do Facebook Ads, na seção “Públicos”, você já encontra as diferentes opções para criar um público personalizado.


Resumidamente, comento algumas particularidades de fazer remarketing a partir de:
Públicos personalizados e anúncios dinâmicos do Facebook. Para isso, você vai precisar incluir um pixel no seu site de destino ou instalar o SDK do Facebook no seu app. Talvez você também precise conhecer a fundo como funciona o Meta Business Suite e o seu catálogo de produtos.
Públicos personalizados do X (antigo Twitter). Para isso, você vai precisar configurar o acompanhamento de uma lista de usuários do Twitter que visitam o seu site por meio da inclusão de uma tag de conversão no seu site. Essas listas permitem enviar mensagens personalizadas nas suas campanhas de remarketing no Twitter Ads.

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Depois de tanta teoria, e como o prometido é devido, chegou a hora de falar sobre alguns exemplos reais de empresas que implementaram campanhas de remarketing nas suas estratégias.
Aliás, elas fizeram isso com muito sucesso, segundo as próprias redes sociais. Vamos a eles!
Meliá ou Cathay Pacific Airways são algumas das empresas que o Facebook Ads destaca nos seus casos de sucesso com anúncios dinâmicos para o setor de turismo.
Criar uma campanha a partir desse tipo de anúncio permite aumentar consideravelmente as chances de o público fazer um tipo de reserva específico.
O caso da Meliá é um reflexo fiel disso: usando os anúncios dinâmicos do Facebook Ads, a empresa conseguiu que o ROI das suas campanhas de publicidade online fosse 6,7 vezes maior do que com outras ações de remarketing tradicionais.
E como conseguiram isso? Mostrando anúncios de determinados hotéis para clientes das suas diferentes regiões-alvo, com a melhor mensagem para cada um de acordo com os seus interesses.
Isso é algo que nunca tinham feito antes, pois tradicionalmente só mostravam anúncios baseados no destino, mas graças aos anúncios dinâmicos passaram a mostrar também diferentes hotéis de acordo com necessidades mais específicas dos clientes.
As campanhas da iclothing, empresa irlandesa de moda feminina, são um ótimo exemplo de remarketing no Twitter. Tanto que a própria rede social a incluiu na sua lista de casos de sucesso, com estatísticas e dados reais de cada uma das suas ações.
O segredo da iclothing não está apenas em ter um modelo de negócio forte, mas em apostar em parcerias produtivas e ir atrás dos seus objetivos de marketing até o fim.
Graças aos públicos personalizados da rede do passarinho azul, a empresa conseguiu criar de forma muito eficaz campanhas voltadas exclusivamente para irlandesas interessadas em moda.
E como conseguiram isso? Para isso, criaram anúncios no Twitter Ads com tags personalizadas e fotos diferentes para alcançar usuárias que antes tinham abandonado um carrinho ou, simplesmente, tinham visitado o site.
Assim, a predisposição desse público feminino para fazer uma compra acabava sendo positiva em uma boa parte dos casos.
O remarketing não é só publicidade. O email é a forma mais direta de voltar a entrar em contato com alguém. Não depende de lances nem de cookies. Você escreve para uma pessoa que já passou o endereço dela e deu a permissão.
Estes são os emails de remarketing mais comuns:
| Quando é enviado | O que inclui | |
|---|---|---|
| Carrinho abandonado | Algumas horas depois de a pessoa deixar o carrinho | Os produtos que ficaram no carrinho e um botão para concluir a compra |
| Navegação | Depois de ver várias vezes um produto ou uma categoria | Esse produto e outros parecidos |
| Pós-compra | Alguns dias depois de receber o pedido | Dicas de uso e produtos complementares |
| Reativação | Quando passa meses sem abrir nem comprar | Novidades ou uma vantagem para voltar |
| Renovação | Antes que termine uma assinatura ou um serviço | Um lembrete e o que a pessoa perde se não renovar |

Para que funcionem, você precisa de duas coisas. A primeira: que os contatos tenham dado a permissão deles, por exemplo com um double opt-in. A segunda: uma boa segmentação para que cada pessoa receba a mensagem certa.
O remarketing com anúncios se apoia em cookies e pixels. Eles precisam do consentimento do usuário, e cada vez mais pessoas os recusam. Além disso, os navegadores limitam o seu uso. Por isso, os públicos de anúncios são menores do que há alguns anos.
Os dados próprios ganham peso: a sua lista de assinantes, os seus clientes e o que eles fazem nos seus emails. São contatos seus. Você pode escrever para eles sem depender de terceiros.
Com o Mailrelay, você pode automatizar os emails de remarketing. O de boas-vindas, o de reativação ou o de renovação são enviados sozinhos quando a condição é cumprida. Você também pode segmentar de acordo com o que cada contato abre e clica. E medir os resultados de cada envio.
A conta gratuita inclui até 80.000 emails por mês e 20.000 contatos, com suporte humano por chat, ticket e telefone.
Envie suas newsletters com o Mailrelay
Até 80.000 emails por mês e 20.000 contatos grátis, com suporte humano em todos os planos.
Estas são as dúvidas mais comuns sobre o remarketing.
É voltar a impactar pessoas que já visitaram o seu site, viram os seus produtos ou deixaram o email delas com você, para que concluam a compra ou voltem.
Quase nenhuma. Retargeting é usado principalmente para anúncios; remarketing também inclui o email e outros canais.
No Google Ads, na Meta (Facebook e Instagram), no LinkedIn, no TikTok, no YouTube e também por email ou SMS para os seus contatos.
Sim, desde que você cumpra o RGPD: os anúncios precisam do consentimento de cookies e os emails, da permissão de cada contato.
Depende do ciclo de compra. Para produtos baratos, alguns dias bastam; para compras mais pensadas, como uma viagem ou um software, pode durar semanas.
E aqui termina o meu artigo sobre remarketing e os tipos de campanhas que podemos lançar na internet para conseguir mais e melhores resultados de vendas. Qual é a sua opinião sobre esse assunto? Conte para a gente!
Para que essa técnica funcione bem, vale a pena ajustar antes o seu customer targeting, de modo a mostrar o anúncio só para quem realmente pode se interessar por ele.
